domingo, 21 de dezembro de 2008

O óbvio ululante

Nunca há dinheiro disponível
Pra matar a fome do pobre
Mas sempre sobra bastante
Para engordar os donos do cobre

Em nome de um falso moralismo,
Pregam a independencia do Banco Central
Mas o que realmnte querem
É mantes os países reféns da agiotagem internacional!

A dívida se paga
Sempre com dinheiro
E não com a fome
De um povo inteiro

A cultura e a informação
São terrivelmente manipuladas
Para manter as nações
Eternamente escravizadas!

Para saber que são os responsáveis
Por essa imensa perfídia
É só ver os sobrenomes
Dos donos da grande mídia...

Enquanto a África negra
Pelas doenças é dizimada
Os olhos azuis do mundo
Não querem enxergar nada

Para saber quem realmente são
Esses assassinos notórios
É só verificar os sobrenomes
Dos donos dos grandes laboratórios...

Vamos quebrar todas as patentes
Por uma questão de racionalidade
Afinal todas as invenções do homem
Devem pertencer à humanidade...

Se a coisa ficar como está
Avida por aqui vai ser foda...
Teremos que pagar licença
Até pelo uso da roda!

Para demonstrar essa cretinice
Eu irei um pouco mais fundo...
Teremos que pagar royalties
Para o criador do mundo?

Como já disse um dia
Aquele velho sábio monarca:
Tem algo de muito podre
E não é só na Dinamarca

Mas como evitar então
Essa roubalheira generalizada?
É só botar a coisa pública
Bem acima da privada!



Autor desconhecido.